Novas Relações de Trabalho nas Startups
Como
dissemos nas postagens anteriores, uma
startup,é cercada de incertezas justamente por seu caráter
inovador. Quanto maior a inovação, maior o retorno, por isso, há
uma grande probabilidade de crescimento exponencial em curto prazo.
Se tudo der certo com uma startup, ela crescerá no mercado em um
ritmo acelerado, e o empreendedor terá de lidar com novas relações
de trabalho. O trabalho que antes era exercido apenas pelos
sócios-fundadores, agora terá de ser executado com a ajuda de novos
colaboradores para conseguir atender a demanda do mercado.
No
início as startups têm equipes muito pequenas, não há uma lista
de atividades definidas para cada colaborador, nem hierarquia. Todos
os envolvidos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do
projeto para que ele alcance o resultado desejado. Diferentemente das
organizações que já tem equipes e setores distribuídos, em uma
startup tudo está interligado, e é preciso ter foco na realização
da proposta para gerar lucro, ou seja, todos têm que ter um olhar de
dono no negócio. Isso significa o trabalho em linha horizontal,
citado em posts anteriores.
As
relações de trabalho em uma startup são muito dinâmicas, há a
possibilidade de gerir as atividades remotamente, geralmente não há
uma estrutura e distribuição de trabalho engessadas. Até o modo de
se vestir no ambiente de trabalho pode ser dinâmico. Para que um
trabalhador se dê bem, neste tipo de ambiente organizacional, é
preciso conhecer muito sobre a área do projeto que abraçou, além
de ser independente e capaz de assumir múltiplas responsabilidades,
e participar ativamente da tomada de decisões.
O
contrato de trabalho formal, aquele regido pela CLT, acaba ficando
para escanteio. Nas startups a preferência é para contratação de
segmentos freelancing. Em áreas como programação, design e
marketing digital não são raros os “contratos por projeto”. Há
uma preferência por contratar prestadores de serviços que possuem
CNPJ, como microempresa ou a chamada “MEI”. As startups estão
reinventando a forma com a qual se cria, administra e promove um
negócio, então não há porque não tentar novas formas de
contratação e relações de trabalho.
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